Como sugere o CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, o armazenamento de energia por meio de baterias de alta performance e sistemas integrados representa a peça que faltava para a consolidação definitiva das fontes renováveis na matriz brasileira. A capacidade de estocar eletricidade resolve o desafio da intermitência inerente ao sol e ao vento, permitindo uma gestão de carga muito mais estratégica.
Este artigo explora o funcionamento dos sistemas BESS (Battery Energy Storage Systems), os benefícios do “peak shaving” para indústrias e como essa tecnologia aumenta a resiliência das redes de distribuição. Continue a leitura para entender como as baterias estão transformando a infraestrutura energética em um sistema inteligente e sob demanda.
Como a tecnologia de íons de lítio pode transformar o armazenamento de energia em escala industrial?
A tecnologia de íons de lítio, amplamente utilizada em veículos elétricos, foi adaptada para escalas industriais, permitindo que grandes volumes de energia sejam armazenados durante períodos de baixa demanda. Como sugere o ex-presidente da OAS, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, esses sistemas funcionam como um pulmão energético, absorvendo o excedente de geração solar ao meio-dia para liberá-lo durante o horário de ponta.
Essa dinâmica não apenas reduz a dependência da rede pública nos momentos em que a tarifa é mais cara, como também evita a sobrecarga dos transformadores locais. A integração dessas baterias exige projetos de engenharia civil e elétrica altamente especializados, focados em sistemas de ventilação, combate a incêndio e gestão térmica dos módulos. A revolução no setor também passa pela inteligência de software que gerencia o fluxo de carga e descarga de forma automatizada e preditiva.
Como as baterias e sistemas integrados estão revolucionando o setor industrial?
A principal revolução para o setor industrial reside na eliminação das multas por ultrapassagem de demanda e na garantia de continuidade em processos que não podem sofrer microinterrupções. Segundo o ex-presidente da OAS, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, o armazenamento de energia permite que a fábrica opere com uma demanda contratada menor, utilizando as baterias para suprir os picos de consumo das máquinas.

Essa prática, conhecida como “peak shaving”, gera uma economia direta e imediata nos custos fixos da fatura de energia. Além disso, em regiões onde a rede elétrica é instável, o sistema integrado atua como um nobreak de grande escala, protegendo equipamentos sensíveis contra variações de tensão. Outro ponto de ruptura tecnológica é a possibilidade de criar microrredes (microgrids) em locais remotos ou em grandes distritos logísticos que buscam autossuficiência total.
Por que o armazenamento de energia é vital para a rede elétrica do futuro?
A estabilidade da rede nacional depende de uma resposta rápida às flutuações de consumo, algo que as baterias conseguem realizar em milissegundos, superando a velocidade de resposta de qualquer usina térmica ou hídrica. Para a liderança da empresa do Grupo André Guimarães, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a descentralização do armazenamento ajuda a postergar investimentos caros em expansão de linhas de transmissão, aproveitando melhor a infraestrutura já instalada. À medida que o custo das baterias continua a cair, veremos uma integração massiva dessa tecnologia em postos de recarga de veículos elétricos e condomínios inteligentes.
O futuro da eletricidade é digital e armazenável, garantindo que nenhum quilowatt-hora limpo seja desperdiçado por falta de demanda momentânea. Para que a implementação de um sistema de armazenamento seja bem-sucedida, é preciso realizar um estudo de perfil de carga detalhado, identificando os momentos exatos em que a bateria deve atuar. A organização desses dados é o que define o dimensionamento correto do sistema, evitando gastos desnecessários com excesso de capacidade.
A evolução do armazenamento energético
O papel das baterias no cenário brasileiro é o de protagonista na transição para uma rede elétrica mais flexível e democrática. Como conclui o CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a infraestrutura do futuro será composta por sistemas que não apenas geram, mas sabem exatamente quando e como distribuir a energia.
Ao investirmos em armazenamento, estamos fortalecendo a segurança do país e oferecendo às empresas as ferramentas necessárias para competir em um mercado cada vez mais eletrificado. A inteligência aplicada ao estoque de energia é o maior legado que a engenharia contemporânea pode deixar para as próximas gerações.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez





