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Distritos empresariais no interior do Estado podem gerar milhares de empregos

Todos esperam um começo ou recomeço de um novo ano, e para o Rio, não é diferente. Os cariocas esperam mudanças nas perspectivas econômicas e também na geração de emprego, por exemplo. O Governo do Estado anunciou que investirá na implantação de novos distritos empresariais e na revitalização de dez já existentes, sob a administração da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin-Rio). O projeto tem o objetivo de criar ambientes propícios ao desenvolvimento industrial, proporcionando condições ideais para atração de investimentos e geração de empregos.
Os municípios beneficiados por essa iniciativa incluem Campos dos Goytacazes, Casimiro de Abreu, Petrópolis, Tanguá, Valença, Comendador Levy Gasparian, Sapucaia, Areal, Rio Bonito, Barra Mansa, Cachoeiras de Macacu, Macaé, Miguel Pereira, Nova Friburgo, Pinheiral, Teresópolis, Três Rios, Volta Redonda, Cordeiro, Macuco, São Pedro da Aldeia, Resende, Carapebus e Itaboraí.

De acordo com dados do IBGE, o setor industrial apresentou crescimento de 8,5%, comparando setembro de 2023 com o mesmo período do ano anterior. Valor que é responsável por 24% do PIB fluminense, segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Vinicius Farah.
“A perspectiva é animadora e a implementação do programa Distritos Empresariais está prevista para potencializar ainda mais o índice de empregos”, comentou Farah. A pasta ainda acrescenta que a estimativa é que sejam gerados milhares de empregos com a iniciativa.
Segundo o prefeito de Barra Mansa, Rodrigo Drable, a implementação do distrito vai acarretar em desenvolvimento, além de impactar a circulação de riquezas na região e fomentar a geração de novos negócios e empregos. Ele estima que já na primeira fase, as empresas já selecionadas gerarão mais de 1.000 empregos.
“Barra mansa reúne características únicas e nunca exploradas. Estamos às margens da Via Dutra, temos os dois mais importantes terminais ferroviários do país, temos a produção de matéria prima, e a possibilidade de desenvolver a indústria metal mecânica e sistemas da indústria automotiva. Considerando que estamos numa região relativamente segura e com disponibilidade de mão de obra qualificada, o nosso condomínio industrial reúne todas as vantagens em um único local, e que ainda goza de diferenciação tributária”, explicou o prefeito.
Polo atrativo para investimentos

A empresa Chef Bob, que faz alimentação natural para cães e gatos, é uma das companhias que pretendem se instalar em Areal. De acordo com um dos sócios da empresa, Thiago Gonçalves, a razão para investir na instalação da fábrica em um terreno na região é o posicionamento, com benefícios de maior facilidade de distribuição e espaço para crescimento.

Farah pontua que a criação de um distrito empresarial acarreta uma série de vantagens cruciais para o progresso econômico de uma região. Pois, é por meio dos distritos empresariais que serão atraídos novos investimentos, terão mais oportunidades de emprego locais, além do fortalecimento da economia regional, o fomento da competitividade, a contribuição para um crescimento sustentável, inovador, e para a melhoria da qualidade de vida da região.
“Minha experiência como prefeito de Três Rios serviu de base para a elaboração desse programa. Lá conseguimos criar três condomínios industriais municipais e dois estaduais, estes últimos sob a administração da Codin. Essa iniciativa atraiu 2.472 empresas para o município. Se a cidade não tivesse oferecido locais adequados para a instalação dessas empresas, não teríamos esse resultado positivo, que gerou 18.100 empregos diretos e indiretos. E é exatamente isso que estamos fazendo em todo o estado, proporcionando condições para a chegada de novos investimentos nos municípios, solidificando assim o fortalecimento econômico do interior”, explicou o secretário.

Ele ainda ressalta que: “Reconhecemos que, além da localização favorável, da mão de obra qualificada e dos benefícios fiscais, como a recente aprovação da redução da alíquota de ICMS, é imprescindível que as cidades disponham de áreas adequadas para a recepção de novas empresas.
As cidades escolhidas para a iniciativa destacam-se pelo potencial de desenvolvimento econômico e pela presença de infraestrutura adequada para a instalação de novas empresas. Portanto, a previsão das primeiras obras só devem começar a partir do cumprimento de pré-requisitos como serem detentoras da propriedade do terreno escolhido e apresentarem cinco cartas-consulta, de empresas manifestando o interesse em se estabelecerem no respectivo município entre outras questões administrativas que o programa exigidas pelo programa.
Até o momento, destacam-se as cidades de Areal, Campos dos Goytacazes, Valença, Casimiro de Abreu, Petrópolis, Tanguá e Barra Mansa, que se encontram em estágios mais avançados na execução dos trâmites administrativos. Ainda segundo o secretário, é provável que as primeiras obras tenham início nessas localidades e a previsão é que até o final deste ano todos os municípios terão entregue às exigências estipuladas legalmente pela secretaria.
Já Barra Mansa tem 54 empresas que assinaram carta de intenção e Drable prevê que ainda em janeiro serão feitas as primeiras vendas de terrenos para empresas de médio porte.
Ainda de acordo com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (SEDEICS), os condomínios empresariais estão previstos para serem implementados até 2026 e as áreas terão dimensões entre 150 e 200 m². Além disso, o Estado assumirá integralmente os custos da infraestrutura básica do distrito.
Em novembro de 2023, a aprovação do Projeto de Lei 1416/23 promoveu modificações no Tratamento Tributário Diferenciado de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e com redução da alíquota do ICMS passando de 19% para 3%, a medida favoreceu o impulsionamento do processo de industrialização, tornando assim o território fluminense ainda mais atrativo para empresas.

Dylan Smith
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