Segundo Tiago Schietti, os serviços funerários assumem uma função ainda mais sensível e estratégica em momentos de crise coletiva, como pandemias, desastres naturais ou acidentes de grande proporção. Nessas situações, o setor deixa de atuar apenas como prestador de serviços individuais e passa a integrar a estrutura essencial de resposta social e sanitária.
Este artigo analisa como empresas funerárias se organizam em cenários críticos, quais responsabilidades técnicas e humanas assumem, como a gestão eficiente impacta a sociedade e por que planejamento e preparo são determinantes para manter dignidade, segurança e estabilidade operacional.
Por que os serviços funerários são considerados essenciais em crises?
Em situações de crise coletiva, há aumento repentino da demanda e necessidade de protocolos rigorosos. O setor funerário integra a cadeia de saúde pública, garantindo destinação adequada, segura e respeitosa dos corpos, o que evita riscos sanitários e preserva a ordem social.
Além disso, o serviço funerário cumpre papel simbólico fundamental. Mesmo em contextos adversos, a sociedade necessita de rituais de despedida, ainda que adaptados. A organização desses processos contribui para a elaboração do luto e para a manutenção de um mínimo de normalidade em meio ao caos.
Como a gestão operacional precisa se adaptar nesses cenários?
Crises exigem respostas rápidas, coordenação logística eficiente e alinhamento com autoridades sanitárias. Na análise de Tiago Schietti, a gestão operacional precisa ser ampliada para lidar com maior volume de atendimentos, reorganização de equipes e adequação de protocolos.
Nesse contexto, planejamento prévio faz diferença. Empresas que possuem planos de contingência estruturados conseguem redistribuir recursos, otimizar rotas, ampliar turnos e manter padrões mínimos de qualidade mesmo sob pressão elevada.

Quais protocolos técnicos se tornam prioritários?
Em crises coletivas, especialmente as de origem sanitária, o cumprimento de protocolos rigorosos é indispensável para proteger trabalhadores e familiares. Entre as principais medidas adotadas estão:
- Uso intensivo de equipamentos de proteção individual;
- Procedimentos específicos para manuseio e transporte;
- Desinfecção reforçada de ambientes e veículos;
- Controle documental e rastreabilidade;
- Capacitação contínua das equipes.
O atendimento humanizado é possível em situações de alta demanda?
Mesmo sob pressão operacional, o atendimento humanizado não pode ser negligenciado, como reforça Tiago Schietti. A crise coletiva amplifica o sofrimento das famílias, que muitas vezes enfrentam despedidas restritas ou rituais reduzidos.
Manter comunicação clara, orientar com empatia e oferecer alternativas viáveis dentro das limitações impostas é parte da responsabilidade social do setor. A qualidade da informação prestada influencia diretamente a percepção de acolhimento e respeito.
Como a estrutura física impacta a capacidade de resposta?
De acordo com Tiago Schietti, empresas com infraestrutura adequada, como câmaras refrigeradas dimensionadas, frota organizada e espaços flexíveis, conseguem absorver picos de demanda com maior estabilidade. A falta de estrutura, por outro lado, pode gerar sobrecarga e desorganização.
Investimentos prévios em modernização e manutenção tornam-se diferenciais em momentos críticos. A preparação não deve ocorrer apenas após o início da crise, mas integrar o planejamento estratégico permanente da empresa.
Qual é o impacto psicológico sobre os profissionais do setor?
Crises coletivas aumentam significativamente a carga emocional sobre os trabalhadores funerários, como avalia Tiago Schietti. O contato frequente com situações traumáticas, somado ao ritmo intenso de trabalho, pode gerar desgaste físico e psicológico.
Por isso, políticas internas de suporte emocional e gestão de jornada são fundamentais. Cuidar da equipe é garantir continuidade operacional e qualidade no atendimento, especialmente quando o ambiente externo já é marcado por instabilidade.
O que o setor aprende após uma crise coletiva?
Por fim, cada crise revela fragilidades e oportunidades de aprimoramento. Empresas que avaliam seus processos após períodos críticos conseguem fortalecer protocolos, ajustar fluxos e melhorar a integração com órgãos públicos.
A experiência também reforça a importância da gestão estratégica, da profissionalização e da transparência. O setor funerário, muitas vezes invisível no cotidiano, demonstra em crises sua relevância estrutural para a sociedade.
Os serviços funerários em momentos de crise coletiva representam mais do que uma atividade operacional. Eles assumem papel sanitário, social e humano indispensável. A capacidade de organização, adaptação e sensibilidade define não apenas a eficiência do serviço, mas o respeito à dignidade em circunstâncias extremas.
Autor: Dylan Smith





