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Como aumentar seus lucros na venda de grãos? Confira as estratégias que todo produtor deve conhecer!

Wander Aguilera AlmeidaWander Aguilera Almeida

Wander Aguilera Almeida, empresário, pontua que quem vive da lavoura sabe que colher é só metade do trabalho. A outra metade, muitas vezes mais decisiva para o resultado do ano, é vender bem. E a hora de negociar traz uma enxurrada de dúvidas, especialmente para quem considera usar um intermediador de negócios pela primeira vez. O agronegócio lida com essas perguntas com frequência, e a maioria delas se repete de produtor para produtor.

Reunir as questões mais comuns em um só lugar ajuda a desfazer receios que costumam travar boas negociações. Siga a leitura e veja que as respostas abaixo tratam do que realmente pesa na decisão de vender grãos com apoio de quem intermedeia.

O intermediador compra minha safra ou só me apresenta ao comprador?

Wander Aguilera Almeida explica que, na intermediação clássica, ele não compra. Ele conecta. O grão continua sendo do produtor até o fechamento com o comprador final. O intermediador organiza a informação, encontra o comprador adequado ao perfil do lote e acompanha a negociação até a conclusão. Isso muda tudo em termos de risco: o produtor não repassa a propriedade da mercadoria para uma figura intermediária, ele mantém o controle e ganha acesso a um mercado maior.

Quanto custa contratar um intermediador para vender grãos? A remuneração costuma ser um percentual acordado sobre o valor da operação fechada, definido antes de qualquer negociação começar. Não há cobrança escondida no meio do caminho quando o trabalho é sério: o produtor sabe desde o início quanto pagará e por qual serviço.

Wander Aguilera Almeida
Wander Aguilera Almeida

Essa transparência é o que sustenta a relação. Um percentual claro, combinado antes, alinha os interesses: o intermediador só ganha se o produtor fechar um bom negócio, o que empurra os dois na mesma direção. Wander Aguilera Almeida destaca que essa clareza inicial evita a maior parte dos ruídos que estragam negociações no agronegócio.

E se o comprador não pagar? De quem é o risco?

Essa é a preocupação que mais paralisa produtores. Wander Aguilera Almeida ressalta que a resposta honesta é que a estrutura da operação define o risco, e um intermediador experiente trabalha justamente para reduzi-lo. Isso passa por conhecer o histórico do comprador, entender sua capacidade de pagamento e estruturar a entrega de forma que a mercadoria e pagamento andem juntos, sem que uma ponta fique exposta à outra. A escolha de com quem negociar é a primeira linha de defesa.

Preciso ter armazém próprio para negociar? Não necessariamente, mas a condição de armazenamento influencia a negociação. Grão bem armazenado, com umidade controlada, dá ao produtor mais fôlego para esperar o momento certo de vender. Quem não tem estrutura própria depende de armazém de terceiros, o que entra na conta de custos e no cálculo de quando escoar a safra. O intermediador ajuda a encaixar essa variável no timing da venda.

O que o comprador mais avalia num lote de grãos? Qualidade e previsibilidade. Umidade, impureza, avariados: cada comprador tem um padrão de exigência conforme o destino do grão. Um lote dentro da especificação vale mais e negocia mais rápido. Por isso a informação correta sobre a qualidade, passada com honestidade desde o início, acelera o fechamento e evita a frustração de um negócio que desanda na hora da conferência.

Fechar negócio bem é fechar o próximo com mais facilidade

A dúvida que raramente aparece na lista, mas deveria, é sobre o depois. Uma negociação bem conduzida não termina no pagamento: ela abre a porta para as próximas safras. Produtor e intermediador que constroem uma relação de confiança transformam cada venda em base para a seguinte. Wander Aguilera Almeida resume que a intermediação de grãos se sustenta menos no negócio isolado e mais na continuidade, e é essa lógica de longo prazo que separa quem passa pelo mercado de quem permanece nele.

 

Diego Velázquez