Arena na Praia de Copacabana, fan fests com shows de Ludmilla e Thiaguinho, telões em Cabo Frio e o 1 a 1 que deixou o torcedor carioca na dúvida sobre o que esperar da Seleção.
O Rio de Janeiro não esperou o apito inicial para entrar na Copa do Mundo de 2026. Muito antes do Brasil entrar em campo no dia 13 de junho contra o Marrocos, a cidade já tinha Copacabana transformada em arena, o Píer Mauá recebendo a Casa CazéTV com shows e telões, e o Caminho Niemeyer, em Niterói, preparado para uma fan fest com Ludmilla, Thiaguinho e Ferrugem. Em Cabo Frio, no litoral fluminense, a Prefeitura montou estrutura em três pontos da cidade para transmitir a estreia da Seleção. O resultado final foi um empate por 1 a 1, com gol marroquino de Saibari e golaço de Vinicius Júnior, suficiente para manter a torcida de pé, mas insuficiente para silenciar as perguntas que o desempenho irregular deixou no ar. O carioca, que não perdoa jogo ruim e tem opinião sobre futebol para dar e vender, saiu dos bares e arenas com aquela mistura característica de alívio pelo empate e cobrança pelo que poderia ter sido melhor.
Copacabana como epicentro da torcida fluminense
A Praia de Copacabana foi, mais uma vez, o cartão-postal da torcida brasileira no Rio. A FIFA montou sua fan zone oficial na altura da Avenida Princesa Isabel, em frente ao Hotel Hilton, com arena de 6.200 m² e capacidade para 10.000 pessoas, conforme publicado pelo portal Copacabana.com. A inauguração oficial aconteceu no dia 13 de junho, na estreia da Seleção, e transformou o calçadão em um cenário de Copa do Mundo à beira-mar. Segundo o Diário do Rio de Janeiro (diariodorio.com.br), os torcedores que preferiram uma experiência mais intimista encontraram opções espalhadas por Botafogo, Leblon, Ipanema e Barra da Tijuca, com bares e restaurantes oferecendo telões, bolões, menus temáticos e promoções para cada gol da Seleção.
No Pier Mauá, no Centro do Rio, a Casa CazéTV funcionou como um estúdio aberto ao público nos dias de jogo, com ingressos entre R$ 67,50 e R$ 220,00, shows após as partidas e transmissão ao vivo em telões de alta definição, de acordo com o mesmo portal. No Caminho Niemeyer, a fan fest produzida pela PECK reuniu transmissão ao vivo em telão, atividades esportivas e os shows de Ludmilla, Thiaguinho e Ferrugem nos dias de jogo da Seleção, segundo o portal Agenda Carioca (agendacarioca.com.br). Para quem prefere o samba e o pagode, a quadra do Cardosão, em Laranjeiras, entrou no ritmo com apresentações do bloco Sinfônica Ambulante e do grupo Sambotica junto à transmissão em telão de LED, criando aquela mistura tipicamente carioca de futebol e música ao vivo que o Rio de Janeiro sabe fazer como ninguém.
O interior fluminense também parou: Cabo Frio e a torcida espalhada pelo estado
A Copa do Mundo de 2026 não se limitou à capital. Em Cabo Frio, no litoral norte fluminense, a Prefeitura montou estrutura em três locais da cidade para transmitir a estreia do Brasil: no Ginásio Poliesportivo João Augusto, em Tamoios; na Rua Ézio Cardoso da Fonseca, no Jardim Esperança; e na Praça Alfredo Castro, em São Cristóvão, conforme noticiou o portal de notícias da Prefeitura de Cabo Frio. José Carlos, morador de São Cristóvão, resumiu o sentimento de quem foi à praça assistir ao jogo ao afirmar que é muito bom ver a praça cheia e poder assistir ao jogo perto de casa com segurança. A declaração, simples e direta, captura o que os telões públicos representam para quem mora longe dos grandes centros comerciais: acesso ao evento coletivo sem precisar gastar com ingresso de fan fest.
Em cidades do interior fluminense como Campos dos Goytacazes, Petrópolis e Volta Redonda, a Copa do Mundo movimenta bares, restaurantes e o comércio em geral de forma expressiva. O impacto econômico de um jogo da Seleção num sábado à noite é sentido diretamente pelos pequenos estabelecimentos que investem em estrutura para receber torcedores. Para o estado do Rio de Janeiro, que ainda enfrenta desafios fiscais significativos, o aquecimento do consumo durante a Copa representa um respiro para o setor de serviços, especialmente o turismo e a gastronomia, que dependem de eventos de grande mobilização popular para ampliar suas receitas nos meses de inverno.
O jogo e as perguntas que ficaram para a torcida carioca
O Brasil não convenceu na estreia. O Marrocos pressionou no primeiro tempo, abriu o placar com Ismael Saibari e poderia ter ampliado antes de Vinicius Júnior aparecer com um golaço para empatar, segundo detalhamento do CNN Brasil (cnnbrasil.com.br). No segundo tempo, a Seleção teve mais posse, mas não transformou isso em gols. Ancelotti reconheceu a fragilidade ao afirmar que esperava começar melhor e que o time poderia ter tido mais controle, conforme registrou a Gazeta do Povo (gazetadopovo.com.br). O torcedor carioca, que acompanhou o jogo em Copacabana, no Cardosão e nos bares do Botafogo, saiu com o sentimento de que o Brasil tem qualidade para ir longe, mas que precisa melhorar a consistência defensiva e a criatividade no segundo tempo.
Os próximos jogos da fase de grupos, contra Haiti no dia 19 de junho e contra a Escócia no dia 24, são oportunidades para o Brasil encontrar o ritmo e chegar às oitavas com confiança. Para o Rio de Janeiro, as duas datas significam mais duas noites com Copacabana iluminada, o interior fluminense reunido nas praças e os bares lotados. A Copa do Mundo acontece de quatro em quatro anos, e o Rio sabe aproveitar cada edição com uma energia que mistura torcida, festa e esperança. Com ou sem golaço de Vini Jr., o carioca não desgruda do Brasil.
Fontes: Diário do Rio de Janeiro (diariodorio.com.br), Agenda Carioca (agendacarioca.com.br), CNN Brasil (cnnbrasil.com.br), Gazeta do Povo (gazetadopovo.com.br), Prefeitura de Cabo Frio (noticias.cabofrio.rj.gov.br)
Autor: Diego Rodríguez Velázquez





