Como expõe o empresário João Eustáquio de Almeida Júnior, o manejo de pastagens exerce influência direta sobre o desempenho do gado, impactando indicadores como ganho de peso, sanidade, eficiência alimentar e rentabilidade da atividade pecuária. Tendo isso em vista, decisões relacionadas ao uso e à conservação do pasto são determinantes para a produtividade do rebanho e para a sustentabilidade do sistema como um todo.
Logo, entender essa relação é essencial para produtores que buscam resultados consistentes no médio e no longo prazo. Com isso em mente, ao longo deste artigo, veremos como práticas adequadas de manejo contribuem para uma pecuária mais eficiente e equilibrada.
Manejo de pastagens e a base nutricional do rebanho
O manejo de pastagens bem estruturado garante que o gado tenha acesso contínuo a forragem de qualidade, com valor nutricional adequado às exigências de cada fase produtiva. Quando o pasto é conduzido de forma correta, há melhor equilíbrio entre oferta de energia, proteína e fibras, fatores diretamente ligados ao desempenho animal. De acordo com João Eustáquio de Almeida Júnior, o pasto deve ser visto como o principal insumo da pecuária, pois influencia todo o sistema produtivo.

Além disso, o manejo de pastagens adequado evita a degradação do solo e da vegetação, mantendo a capacidade de rebrota das plantas forrageiras. Pastagens degradadas tendem a apresentar menor densidade de folhas e maior presença de material fibroso de baixa digestibilidade. Isso compromete o consumo voluntário do gado e reduz o aproveitamento dos nutrientes disponíveis.
Por fim, outro ponto relevante é a adaptação do manejo às condições climáticas e ao tipo de solo. Desse modo, ajustes na altura de entrada e saída dos animais, bem como no período de descanso das áreas, favorecem a manutenção da qualidade do pasto ao longo do ano. Segundo o empresário com 30 anos de carreira no setor agropecuário, João Eustáquio de Almeida Júnior, essa atenção ao detalhe reflete diretamente em melhores índices zootécnicos.
Como o manejo de pastagens influencia o ganho de peso?
O ganho de peso do gado está diretamente relacionado à quantidade e à qualidade da forragem ingerida diariamente. Um manejo de pastagens eficiente permite que os animais expressem melhor o seu potencial produtivo, uma vez que encontram alimento suficiente e equilibrado. Isso reduz a necessidade de suplementações corretivas, tornando o sistema mais econômico.
Conforme frisa João Eustáquio de Almeida Júnior, quando o pasto é subutilizado ou superpastejado, ocorre desequilíbrio nutricional, afetando o metabolismo dos animais. Em áreas superpastejadas, por exemplo, o gado passa a gastar mais energia em busca de alimento, o que impacta negativamente o ganho de peso. Esse cenário pode ser evitado com planejamento e monitoramento constante das áreas de pastagem.
Inclusive, além do aspecto nutricional, o manejo de pastagens influencia o bem-estar animal. Ambientes com pasto bem distribuído e manejo adequado reduzem o estresse do rebanho, favorecendo o desempenho produtivo. Ou seja, a combinação entre conforto, nutrição e sanidade cria condições ideais para uma pecuária mais eficiente.
Práticas de manejo de pastagens que elevam a produtividade
Por fim, algumas estratégias de manejo de pastagens são amplamente reconhecidas por contribuir para melhores resultados produtivos. A adoção dessas práticas exige planejamento, mas os benefícios são percebidos ao longo do tempo. Isto posto, entre as principais ações que favorecem o desempenho do gado, destacam-se:
- Rotação de pastagens: permite o descanso adequado das áreas, favorecendo a rebrota das forrageiras e mantendo a qualidade do pasto ao longo do ciclo produtivo.
- Controle da taxa de lotação: ajusta o número de animais à capacidade de suporte da área, evitando tanto o superpastejo quanto a subutilização do pasto.
- Correção e adubação do solo: contribuem para o desenvolvimento das plantas forrageiras, aumentando a produção de massa verde e o valor nutricional do pasto.
- Monitoramento constante do pasto: possibilita ajustes rápidos no manejo, conforme variações climáticas ou mudanças no desempenho do rebanho.
Essas práticas, quando aplicadas de forma integrada, criam um ambiente produtivo mais estável. Todavia, de acordo com o empresário João Eustáquio de Almeida Júnior, a constância no manejo é quase tão importante quanto a escolha das técnicas adotadas. Assim sendo, no final, o produtor percebe ganhos não apenas no desempenho do gado, mas também na longevidade das áreas de pastagem.
O manejo de pastagens como uma estratégia para resultados consistentes
Em última análise, o manejo de pastagens deve ser encarado como uma estratégia central na gestão da pecuária. Pois, ao alinhar práticas corretas de uso do pasto com as necessidades nutricionais do gado, o produtor cria um sistema mais eficiente, sustentável e rentável. Dessa forma, fica claro que resultados consistentes são fruto de planejamento, acompanhamento e ajustes contínuos no manejo das áreas.
Autor: Dylan Smith





