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Deputados usam dados falsos ao debater intervenção no Rio
Data Publicação:27/02/2018
A aprovação de uma intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro provocou debates intensos no Congresso e dominou o noticiário. Na segunda-feira (19) ocorreu a votação na Câmara dos Deputados do decreto do presidente Michel Temer (MDB) que colocou o general Walter Souza Braga Netto no comando das Polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e da administração penitenciária no estado. A aprovação ocorreu por 340 votos a 72, com uma abstenção, e foi referendada no dia seguinte pelo Senado, por 55 a 13, com uma abstenção.

O Truco ­– projeto de fact-checking da Agência Pública ­– analisou seis frases ditas pelos deputados federais em seus discursos a favor ou contra a intervenção. Em seus argumentos, os parlamentares usaram dados sobre o aumento da violência no Rio, questionaram o custo de operações militares realizadas no passado, discutiram o efetivo das polícias e mencionaram pesquisas de opinião pública sobre o tema. Veja o que há de verdadeiro, falso e exagerado nas afirmações verificadas.

“Em pesquisa realizada ontem (18), 94% da população do Rio de Janeiro aprovou a intervenção.” – Simão Sessim (PP-RJ), deputado federal – FALSO

Ao justificar o seu voto a favor da intervenção, o deputado federal Simão Sessim (PP-RJ) afirmou que 94% da população do Rio de Janeiro apoia o medida de Temer. A pesquisa em que ele se baseou, contudo, não foi uma consulta feita por amostragem com uma parcela representativa dos moradores do estado. A frase é falsa.

O Truco entrou em contato com a assessoria de imprensa do parlamentar e pediu a fonte da informação. O chefe de gabinete do deputado, Cesar Girardi, disse por telefone que a afirmação “foi feita sem uma pesquisa com base oficial” e citou a rádio BandNews FM como uma das fontes da afirmação.

Uma reportagem do portal da Band do dia 16 de fevereiro e um trecho de um programa da rádio falam sobre o assunto. Afirmam, entretanto, que 90% das publicações em redes sociais eram favoráveis à intervenção na sexta-feira (16). Isso significa que a análise se baseou em posts de usuários, ou seja, não houve uma consulta à população do Rio de Janeiro, como afirmou Sassim durante o discurso. As reportagens apontam como autor do levantamento o publicitário Guto Graça.

A reportagem entrou em contato com Graça, que também é colunista do quadro “Pulso”, da BandNews. Segundo ele, a pesquisa foi feita pela DataScript, empresa que dirige, especializada em análise de dados. Foram analisadas as publicações dos usuários em redes sociais sobre o assunto entre as 6 horas e as 9 horas da sexta-feira (16). O publicitário explicou que foram monitorados os usuários e as palavras utilizadas nos posts sobre esse tema. Como a pesquisa levou em conta apenas as reações e interações em redes sociais em um curto período de tempo, não serve para identificar o número de pessoas que aprovam a intervenção.

“No Rio de Janeiro, o percentual de pessoas que estão trabalhando na Polícia Civil e na Polícia Militar é de apenas 55%. Hoje o efetivo lá não chega a 21 mil policiais, e esse número teria que ser em torno de 40 a 45 mil.” – Laerte Bessa (PR-DF), deputado federal – FALSO

O deputado Laerte Bessa (PR-DF) usou dados falsos ao citar o tamanho das polícias fluminenses em seu discurso em defesa da intervenção federal no Rio de Janeiro. Ainda que dados indiquem que o efetivo das Polícias Civil e Militar no Rio de Janeiro seja insuficiente, a quantidade de funcionários de ambas no estado supera o número citado por ele no plenário da Câmara na segunda-feira. Por isso, o Truco classificou a frase do parlamentar como falsa.

A assessoria de Bessa citou duas fontes como origem dos dados utilizados. A primeira é uma reportagem do jornal O Dia, de 17 de junho de 2017, que informa que o efetivo da PM é 60% menor do que o ideal no estado. A segunda é um estudo do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) – “O Ministério Público e o controle externo da atividade policial” – sobre a situação da polícia civil em todo o país. A análise usou dados de 2016.

Baseada em um outro estudo feito pelo CNMP, a reportagem de O Dia cita o mesmo número mencionado pelo deputado, de que há apenas 21 mil policiais no Rio. Mas esse valor considera apenas os integrantes da PM em batalhões, ou seja, não leva em conta todo o contingente e também não inclui no cálculo os policiais civis. O texto diz ainda que o ideal seriam 36 mil agentes para fazer o patrulhamento em bairros e municípios, não “em torno de 40 a 45 mil”. Já no primeiro contato a assessoria de Bessa admitiu este último erro.


Fonte:Yahoo.com



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