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Bolsonaro cutuca FHC e volta a defender posse de armas
Data Publicação:05/11/2018
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, concedeu entrevista o programa de José Luiz Datena, na Band. A conversa foi transmitida ao vivo no fim da tarde desta segunda-feira. Bolsonaro falou sobre a ida de Sergio Moro para o seu governo e disse que ele terá carta branca para combater a corrupção. Ele, no entanto, criticou o barulho da operação Carne Fraca.

Bolsonaro também garantiu que não existe a possibilidade de se recriar a CPMF. “Não é possível salvar o Estado quebrando o cidadão”, disse. Ele também sinalizou que se não for possível aprovar alguns pontos da Reforma da Previdência neste ano irá representá-los novamente no ano que vem.

O presidente eleito também voltou a defender a redução de impostos e minimizou críticas feitas por personalidades como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Não estou preocupado com opinião do PT ou do FHC, mas com a do povo brasileiro. Eu estaria preocupado se fosse elogiado por FHC, foi ele quem nos botou nessa dívida horrorosa quando aumentou a Selic (taxa básica de juros)”, esbravejou.

Em uma entrevista marcada pelo clima ameno, Datena questionou Bolsonaro sobre desemprego e programas sociais como o Bolsa-Família. Segundo ele, é preciso acabar com bolsa família “curral eleitoral” que foi “criado por Lula”.

Sobre a Venezuela, Bolsonaro defendeu a criação de um campo de refugiados para os imigrantes daquele país. E que o Governo Federal não deve deixar para as prefeituras e para o Exército todos os cuidados com quem chega ao Brasil.

China e Cesare Battisti

Após ter recebido uma delegação da China, Bolsonaro defendeu o comércio com o país asiático —que é atualmente o maior parceiro comercial do Brasil—, mas sinalizou que pretende criar empecilhos legais para a venda de terra para estrangeiros.

Ele também repetiu seu posicionamento anterior de que Cesare Battisti deve ser extraditado para a Itália. Asilado político no Brasil, ele foi condenado por assassinatos em seu país.

Drones e posse de arma

Bolsonaro também comentou sobre a proposta do governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel de usar drones para ‘abater’ quem estiver portando fuzis em favelas cariocas. O presidente eleito afirmou que é favor da controversa proposta por ‘estarmos em guerra e que não existe outro jeito’.

Ele também voltou a defender a posse de arma de fogo tanto em centros urbanos como em áreas rurais.

STF e Imprensa

Ao tratar de segurança pública, Bolsonaro mandou um recado para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. “Precisamos trabalhar juntos. Não adianta eu trabalhar para aprovar mudanças no congresso e ser barrado pelo Supremo”, argumentou.

Bolsonaro foi lembrado da declaração de seu filho, Eduardo Bolsonaro, de que para fechar o STF basta um soldado e um cabo voltou a minimizar o episódio. “Eu já falei sobre esse assunto. Eu já repreendi o garoto. Respeito completamente o Supremo Tribunal Federal”, diz.

Perguntado sobre sua rusga com a imprensa, Bolsonaro voltou a atacar o jornal Folha de S.Paulo por conta de reportagem do periódico que identificou a servidora do gabinete de Bolsonaro, Walderice Santos da Conceição vendendo açaí em horário de expediente. O presidente eleito acredita que o jornal errou e que deseja uma retratação.

Sobre o fato de ter barrado a Folha de S.Paulo e outros veículos em coletiva de imprensa, Bolsonaro se limitou a dizer o que aconteceu foi uma ‘superlotação’ do espaço aonde o evento acontece.

Por fim, Bolsonaro deve se mudar para Brasília entre o Natal e o Ano Novo e quem vai decidir a residência oficial será a sua esposa.


Fonte:Yahoo.com



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