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Mourão recua sobre 13º e diz que não pode ser contra a algo que recebe
Data Publicação:27/09/2018
Um dia depois de ter dito que o 13º salário é uma "jabuticaba brasileira", uma "mochila nas costas dos empresários" e "uma visão social com o chapéu dos outros", o general Antonio Hamilton Mourão recuou e disse ter sido mal interpretado.

À reportagem o vice de Jair Bolsonaro (PSL) disse que se referia, na verdade, a problemas de gerenciamento que levam empresários e até governos a atrasarem ou não pagarem o benefício, previsto na Constituição Federal.

A declaração de Mourão foi feita no Clube dos Diretores Logistas de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, na quarta-feira (26).

Inicialmente, ele disse à reportagem que sua fala havia sido mal interpretada pelos jornalistas. Depois, lembrado que sua palestra havia sido filmada, ele disse que o contexto era outro.

"Eu não posso mexer e nem posso falar nada até porque eu recebo, né?", justificou. "Observe o seguinte, eu estava tocando [assunto] no Custo Brasil. Qualquer gerente e qualquer empresário, e os próprios governos têm que poupar ao longo do ano para que possam pagar o 13º, é uma questão de eficiência gerencial."

Logo depois de as declarações de Mourão sobre o benefício terem sido divulgadas, Bolsonaro se apressou em explicar que é favorável ao 13° salário e fez críticas indiretas a seu vice.

"O 13° salário do trabalhador está previsto no art. 7° da Constituição em capítulo das cláusulas pétreas (não passível de ser suprimido sequer por proposta de emenda à Constituição). Criticá-lo, além de uma ofensa à quem trabalha, confessa desconhecer a Constituição", escreveu Bolsonaro em sua conta do Twitter.

Questionado sobre a crítica do presidenciável, Mourão disse não ter se sentido atacado. "Não, não me sinto atacado. Até porque não estou atacando o 13º, coloquei ele como algo que tem que ser planejado, tanto para o empregador privado quanto para o Estado."


Fonte:Yahoo.com



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