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Lava Jato da Argentina: entenda escândalo que prendeu kirchneristas
Data Publicação:02/08/2018
A Argentina tornou-se palco de um escândalo de corrupção, apelidado de “Lava Jato argentino”, que culminou na prisão de treze ex-funcionários do governo da ex-presidente Cristina Kirchner ao longo desta semana.

As investigações se assemelham às que ocorrem no Brasil, pois expuseram o desvio de verbas destinadas a obras públicas por parte de empresários e acordos ilícitos envolvendo construtoras. O esquema movimentou cerca de U$ 160 milhões.

Todo o caso foi desencadeado com a descoberta de anotações feitas em oito cadernos pertencentes a Oscar Centeno, ex-funcionário ligado ao Ministério do Planejamento. Os manuscritos detalham as transações realizadas entre pessoas do governo e empresários e foram publicados pelo jornal La Nación.

Os investigadores chegaram a Centeno após a prisão de Julio De Vido, ex-ministro do Planejamento (2003-2015) e nome forte ligado aos governos kirchneristas, em outubro passado.

As demais prisões foram decretadas nesta quarta-feira (1) pelo juiz Claudio Bonadío, que também autorizou 51 operações de busca e apreensão, sendo 34 em imóveis pertencentes a empresas.

Entre os detidos estão Roberto Baratta, ex-secretário de coordenação de De Vido, os empresários Gerardo Ferreyra, da Electroingeniería, Javier Sánchez Caballero, da construtora Iecsa (pertence a Ángelo Calcaterra, primo do presidente Mauricio Macri), e Rafael Llorens, ex-secretário legal do Planejamento Federal.

As prisões ocorreram após depoimento da ex-esposa do motorista de Baratta, relatando supostas transferências de sacolas com dinheiro para o ministério entre 2005 e 2015. As transações teriam sido descritas nos cadernos de Ceteno.

Os relatos também mencionam entregas feitas na Quinta de Olivos quando Néstor Kirchner foi presidente (2003-2007) e na residência dos Kirchner em Buenos Aires. O que não podia ser entregue diretamente, era levado ao secretário particular dos ex-presidentes, Daniel Muñoz.

Quatro empreiteiros estão sendo buscados pela polícia: Francisco Valenti, Oscar Thomas, Carlos Wagner e Juan Carlos de Goicochea.

A ex-presidente Cristina Kirchner foi intimada a depor no processo e sua audiência foi marcada para o dia 13 de agosto.


Fonte:Yahoo.com



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