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Corrupção, uma praga que corrói a democracias das Américas
Data Publicação:13/04/2018
A corrupção é o pior inimigo das democracias nas Américas, uma região que no último mês viu a queda do presidente de direita no Peru e a prisão de um ex-presidente de esquerda no Brasil.

A Cúpula das Américas de 13 e 14 de abril em Lima, cujo tema é "governabilidade democrática frente à corrupção", busca estabelecer uma maior cooperação regional frente a um flagelo que afeta diversos espectros ideológicos e níveis de funcionalismo e cuja maior vítima é a população mais desfavorecida, que perde obras de desenvolvimento em seu benefício.

"A corrupção é o que impede o Peru de se desenvolver. É o que não permite que se façam mais projetos com os benefícios que você pode ter de cada um deles", afirmou o novo presidente do país, Martín Vizcarra.

Ironicamente, o presidente anfitrião chegou ao poder em 23 de março, após a renúncia de Pedro Pablo Kuczynski, ex-banqueiro de Wall Street e liberal de direita, acusado de mentir sobre os negócios de suas empresas com a empreiteira brasileira Odebrecht. Até então, Vizcarra era seu vice-presidente.

Kuczynski tornou-se o primeiro presidente em exercício na América a cair pelo caso Odebrecht.

"Seria um pouco contraditório receber presidentes claramente ligados com a corrupção em uma cúpula anticorrupção", destacou à AFP o advogado José Ugaz, ex-presidente da Transparency International (2014-2017), ONG que promove medidas contra crimes corporativos e corrupção política global.

Ugaz aplaude a saída de Kuczynski e também a retirada do convite ao presidente venezuelano Nicolás Maduro à cúpula porque "na Venezuela, tudo está coberto pelo regime autoritário".

- Lava Jato -

A corrupção não é uma novidade no continente, mas os poderosos níveis alcançados tornam o problema mais visível.

"É um processo cumulativo. Historicamente na América Latina, a corrupção sempre foi um problema, mas não era tão visível quanto agora", disse à AFP Ugaz, para quem a corrupção na região "é sistêmica e tem a ver com a forma como nossos países foram construídos".

"Agora, com o caso 'Lava Jato', ganhou dimensão global: 12 países latino-americanos foram impactados nos mais elevados níveis políticos, o que dá muita visibilidade à corrupção", destaca o advogado, que desmontou a rede de corrupção do regime de Alberto Fujimori (1990-2000) quando era procurador.

A operação Lava Jato teve início no Brasil e já alcançou políticos de diversas frentes ideológicas - inclusive o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cumprindo pena de 12 anos e um mês. O empresário Marcelo Odebrecht, hoje em prisão domiciliar, cumpre pena de 10 anos.

O Ministério Público do Peru ligou a Odebrecht a uma trama que alcançou os ex-presidentes Ollanta Humala e Alejandro Toledo, processados por supostos subornos ou verbas de campanha recebidos da empreiteira brasileira.

- Luz e sombra -

"Estamos vivendo um momento de luzes e sombras. Sombras porque não há como negar que estamos profundamente contaminados pela corrupção", avalia Ugaz, que também destaca a importância "de haver uma reação cidadã sem precedentes. Esse é o lado das luzes: milhões de cidadãos mobilizados no Brasil, no Peru, na Guatemala, em Honduras, na República Dominicana, exigindo das suas autoridades que acabem com a corrupção e punam esses casos".

"Nos países onde a sociedade civil permanece neutra ou tolerante diante da corrupção não é possível reverter nada", disse à AFP Walter Albán, diretor da ONG peruana Proética.

A mobilização cria consciência de que a corrupção atrapalha o desenvolvimento, afirma Albán. "Já está se entendendo que outros males no país, como o atraso na saúde e na educação, têm sua origem na corrupção e põem em risco o desenvolvimento do país", acrescenta.

A região tem vários exemplos de altas autoridades presas por corrupção: El Salvador, com o presidente Antonio Sacca (2004-2009); Equador, com Jorge Glas, vice-presidente de Lenin Moreno; Argentina, com Amado Boudou, vice-presidente de Cristina Kirchner, ela mesma investigada. No próprio Peru, o ex-presidente Ollanta Humala está em prisão preventiva e há uma ordem de extradição sobre ex-mandatário Alejandro Toledo.


Fonte:Yahoo.com



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