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Atriz Tônia Carrero morre aos 95 anos
Data Publicação:04/03/2018
A atriz Tônia Carrero, considerada um dos ícones da televisão brasileira, morreu na noite do sábado (3) no Rio de Janeiro aos 95 anos. Por volta das 22h15, a atriz sofreu uma parada cardíaca durante uma cirurgia.

A morte foi confirmada pela clínica São Vicente, no bairro da Gávea, onde a atriz havia sido internada na última sexta-feira.

Nascida em 23 de agosto de 1922, Maria Antonieta de Farias Portocarrero era graduada em Educação Física, mas fez carreira no mundo artístico. Em 1980, ganhou o Troféu APCA como melhor atriz de televisão pela atuação na novela Água Viva.

Ao todo, foram 54 peças, 19 filmes e 15 novelas. A última participação de Tônia na TV foi na novela Senhora do Destino (Globo), em 2004.

Mãe do ator Cecil Thiré e avó dos também atores Miguel, Luísa e Carlos Thiré, Tônia apresentava saúde frágil nos últimos anos. Sofria de hidrocefalia aguda, o que levou a atriz a viver reclusa em um apartamento na zona sul do Rio.

Em 2015, circularam boatos na internet sobre sua morte, levando a família da atriz a se pronunciar publicamente sobre seu estado de saúde.

Em entrevista à Globo News, a neta Luísa informou que o velório deve ocorrer neste domingo, em local ainda a ser definido e que o corpo da atriz será cremado na segunda-feira (5).

Cronologia de Tônia Carrero

23.ago.1922 – Na zona norte do Rio de Janeiro, nasce Maria Antonieta de Farias Portocarrero, que mais tarde se tornaria conhecida como Tônia Carrero.

1938 – Começa a estudar educação física.

1940 – Casa-se com o artista plástico Carlos Arthur Thiré, pai de seu único filho, o ator e diretor Cecil Thiré, nascido em 1943. Cecil daria a Tônia três netos. Hoje, a atriz é bisavó.

1947 – Estreia no cinema encenando um papel secundário em “Querida Suzana”, filme dirigido por Alberto Pieralisi e que tinha Anselmo Duarte no elenco. No mesmo ano, viaja para Paris e estuda teatro com Jean Louis Barrault.

1949 – Estreia no teatro atuando ao lado de Paulo Autran na peça “Um Deus Dormiu Lá em Casa”, encenada no teatro Copacabana pela companhia de Fernando de Barros. Pela atuação, recebe o prêmio de atriz revelação pela Associação de Críticos Cariocas.

1951 – Separa-se de Carlos Arthur Thiré e se casa com o diretor italiano Adolfo Celi. Contratada pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz, muda-se para São Paulo e participa do filme “Tico-tico no Fubá”, lançado no ano seguinte.

1953 – Estreia no TBC (Teatro Brasileiro de Comédia).

1954 – Atua pela última vez para a Vera Cruz em “É Proibido Beijar”, comédia dirigida por Ugo Lombardi.

1955 – Deixa o TBC para formar, com Paulo Autran e Adolfo Celi, a companhia de Teatro Celi-Tônia-Autran (CTCA), no Rio de Janeiro.

1956 – A CTCA estreia encenando “Otelo”, de William Shakespeare. Neste ano, Tônia recebe algumas premiações por sua atuação em “Entre Quatro Paredes”, de Jean-Paul Sartre.

1960 – Recebe o Prêmio Governador do Estado de São Paulo de melhor atriz por sua atuação na peça “Seis Personagens à Procura de Um Autor”, de Luigi Pirandello, encenada no ano anterior.

1962 – Acaba o casamento com Adolfo Celi.

1964 – Casa-se com o engenheiro e empresário César Thedim

1965 – Monta sua própria companhia de teatro, a Companhia Tônia Carrero

1968 – Pela atuação em “Navalha na Carne”, de Plínio Marcos, recebe o Prêmio Molière de melhor atriz.

1969 – Atua ao lado de seu filho, Cecil, na peça “Falando de Rosas”, de Frank D. Gilroy.

1970 – Estreia em telenovelas atuando em “Pigmalião 70”, de Vicente Sesso, novela das 19h exibida pela TV Globo.

1971 – Recebe o Prêmio Estadual de Teatro de melhor atriz por sua atuação na peça “Casa de Bonecas”, dirigida por Cecil Thiré.

1977 – Separa-se de César Thedim.


Fonte:Yahoo.com



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